Onde fica?
O “Sítio das Fontes”, onde está instalado o Parque, localiza-se no início e ao longo das margens de um esteiro da margem esquerda do rio Arade, perto da vila de Estombar, concelho de Lagoa no Algarve.
Fica a cerca de 9 Km da foz do rio Arade fazendo parte do estuário deste rio. As suas várias nascentes localizam-se no extremo poente do maior freático (lençol de água) algarvio, conhecido por Lias-Dodger ou Querença-Silves e constituem uma das suas saídas mais caudalosas. A água das conhecidas nascentes da Fonte da Benémola, perto de Querença no concelho de Loulé, tem origem na mesma reserva subterrânea.
O que é?
Parque Municipal do Sítio das Fontes está instalado num terreno com cerca de 18 ha, pertencente ao Município de Lagoa.
É um local bastante especial porque, apesar da sua pequena área, podemos aqui encontrar uma grande diversidade de ambientes representativos da paisagem mediterrânica – o sapal, o paúl, o matagal, uma pequena lagoa temporária, zonas agrícolas abandonadas e os planos e linhas de água.
Constitui também um acontecimento importante do ponto de vista geológico pela presença das nascentes e proximidade do rio Arade.
É ainda importante do ponto de vista histórico-cultural porque ali se encontram vestígios de actividades humanas que datam de tempos remotos. Os dois moinhos de água são os testemunhos mais eloquentes dessa actividade humana. A antiguidade de pelo menos um deles, está documentada no “Livro do Almoxarifado de Silves”, do Séc. XV, que se refere a uma “(...) açenha das fontes em que fez Vicente Pirez huu moynho (...)”.
Restam cerca de uma vintena de moinhos ao longo do rio Arade entre Portimão e Silves, quase todos em mau estado ou reduzidos a ruínas, mas que atestam bem a importância que estes tinham outrora para a economia local.
É assim que, dada a sua beleza natural e importância ecológica, a existência de várias nascentes de grande caudal e o património histórico-cultural, tem sido tradicionalmente utilizado pelas populações locais para actividades de lazer, comemoração de datas festivas, contacto com a natureza, etc.
Objectivos do Parque
Incentivar actividades na área da Educação Ambiental, descoberta do meio e divulgação do património histórico-cultural ligados ao rio Arade, num espaço devidamente equipado, dirigido principalmente às crianças e aos jovens, sendo o trabalho com as escolas uma vertente privilegiada.
Proporcionar ao público em geral o contacto com a natureza, de forma a aumentar a sua sensibilidade para os valiosos patrimónios, natural e histórico-cultural da região, especialmente os ligados ao rio.
Incentivar a utilização do Parque como espaço de animação cultural, através do uso do anfiteatro (teatro, variedades, grupos corais), da casa do moleiro e do moinho (pequenas exposições).
Criar um local aprazível, equipado com estruturas que permitam a prática de actividades culturais, de lazer e desportivas informais, dirigido a todos os estratos etários.
Equipamentos e Acções
Desde que foi adquirido o terreno onde se encontra instalado o Parque, em 1989, foram recuperadas algumas estruturas como o moinho de maré e a sua caldeira, a casa do moleiro, o antigo sistema de rega, etc., enquanto outras, como o edifício da recepção, casa do guarda, sanitários, o anfiteatro ao ar livre, a zona de merendas, o percurso de manutenção e um pequeno embarcadouro foram construídos de novo.
Foi também edificado o Centro de Interpretação da Natureza, aproveitando a existência de um antigo edifício rural, localizado numa zona privilegiada do Parque.
Procedeu-se ainda à plantação ou transplantação de centenas de árvores, à delimitação dos caminhos e estacionamentos como forma de evitar o pisoteio disperso, à instalação de infra-estruturas, à construção de açudes, etc…
Recursos
...a começar na escola.
É de grande importância a preparação atempada das visitas de estudo ou outras acções.
Destacamos aqui o papel dos professores e monitores no enquadramento prévio das
actividades e no esforço para que a visita ou acção não se esgote naquele dia agradável que todos passaram em contacto com a natureza.
Ainda na escola, é importante que os objectivos da visita sejam perfeitamente claros para os participantes (sem excluir os orientadores) e a sua definição deverá ser o mais possível participada.
A cada participante ou grupo deverá ser atribuída uma missão específica que não deverá terminar com a realização da visita.
Convém ainda referir que há regras de convivência com a natureza cuja compreensão é essencial para o sucesso das acções. São coisas tão simples como não colher ou danificar as plantas (atitude semelhante a rasgar uma página de um livro numa biblioteca pública), não incomodar os animais (mesmo aqueles a que reservamos os maiores preconceitos - cobras, aranhas, certos insectos), caminhar sempre pelos trilhos de forma a que os nossos passos não destruam o coberto vegetal, levar para o contentor o nosso lixo (e, se possível, um pouco daquele deixado pelos mais descuidados), evitar as grandes algazarras principalmente durante a Primavera quando quase todos os animais têm crias.
A equipa envolvida no projecto do Parque Municipal do Sítio das Fontes está disponível para prestar apoio em todas as fases das acções que se insiram nos objectivos definidos para esta estrutura, quer elas se enquadrem no contacto e compreensão do mundo natural, quer elas sejam de índole cultural.
http://www.sitiodasfontes.net/



